Diablo 4 lança Season of Hell's Legacy hoje para celebrar os 30 anos da franquia
A Blizzard liberou a Temporada 15 de Diablo 4 nesta terça, trazendo de volta Diablo, Baal e Mephisto como chefes e resgatando o sistema de Rebirth para os personagens.
João Gabriel Trevizane
há 2 horas

A Blizzard colocou no ar nesta terça-feira a Season of Hell's Legacy, a décima quinta temporada de Diablo 4, e o anúncio veio direto do blog oficial do estúdio como peça central das comemorações de 30 anos da franquia. A ideia por trás da temporada é simples de entender e bem gostosa pra quem acompanha a série desde os anos 2000: reviver, dentro do próprio Diablo 4, momentos marcantes de Diablo, Diablo II e Diablo III.
Na prática isso significa enfrentar os Ecos de Diablo, Baal e Mephisto como chefes de fase dentro da questline sazonal, carregando um Splinter of Evil de cada um deles pra desbloquear poderes ligados àquele Mal Maior. É o tipo de fan service que funciona porque não é só cosmético: os Splinters concedem efeitos de fato jogáveis, então quem gosta de testar builds novas tem motivo real pra seguir a história até o fim.
O pacote de novidades inclui nove itens Legacy Uniques inspirados em equipamentos clássicos da saga, a possibilidade de usar o Horadric Cube pra elevar um Unique direto pra Mythic sem perder os afixos, e o retorno do Rebirth, mecânica que permite levar a identidade e o progresso de um personagem de uma temporada pra outra em vez de começar do zero sempre. Chega também o Horadric Post, um sistema novo de correio dentro do jogo, e um Season Rank com mais de 125 objetivos pra quem gosta de ter meta de longo prazo.
Tudo isso sobe junto com o patch 3.2.1, que além do conteúdo sazonal também mexe em balanceamento de classes, escalonamento de dificuldade e uma leva de correções de bugs acumulados desde a temporada anterior. A liberação aconteceu às 9h30 no horário do Pacífico (13h30 em Brasília), horário padrão que a Blizzard vem usando pra virada de temporada.
O timing aqui não é acaso: colocar a temporada mais nostálgica da história recente do jogo bem no meio do aniversário de 30 anos é uma jogada clara de retenção, tanto pra quem já deu uma parada quanto pra quem só conhece Diablo 4 e nunca chegou a jogar os clássicos. Funciona bem como isca, mas também é um lembrete de que a Blizzard sabe minerar a própria história quando quer prender atenção num ano cheio de anúncios grandes (o estúdio revelou o novo StarCraft e o próprio Diablo V na mesma BlizzCon 2026).
Pra quem já tem personagem estabelecido, vale a pena entrar cedo: o Rebirth some no fim da temporada, então dá pra aproveitar a folga de progresso sem abrir mão do que já foi construído até aqui. Já pra quem tá enferrujado, a temporada funciona quase como um resumo emocional da franquia inteira, o que baixa bastante a barreira de reentrada.


